20 de fevereiro de 2012


Dei por mim sentada naquele banco onde te costumavas sentar com os fones no ouvido e com aquela expressão de liberdade e felicidade que eu bem conheço. Dei por mim, a contemplar o teu jeito meigo, e o teu sorriso contagiante. Sorri quando me acenaste de longe em sinal de cumprimento, e nesse momento o meu coração bateu mais rápido, descoordenado do ritmo da minha respiração. Desejei ter-te perto, sentado ao meu lado naquele sitio tão característico teu. Desejei poder colocar as minhas mãos na tua face e beijar-te como se não houvesse amanhã. Desejei poder dizer-te o quão feliz eu era apenas por saber que estavas perto mas tão longe de mim. Continuei a olhar para ti, sem qualquer receio, até com uma ponta de vontade que reparasses, tornara-se tão mais fácil. Não aconteceu. Acabas-te por te despedir de todas as pessoas que te rodeavam, senti inveja de todas elas, por te puderem desejar um até manhã, com certeza que te iriam ver, ao contrário de mim. Foste embora. Eu fiquei no mesmo sitio, coloquei a musica no volume máximo, e fechei os olhos, e mais uma vez pensei em ti.

arquivos 2011

Sem comentários:

Enviar um comentário