27 de novembro de 2011


Pedirem-me para te esquecer, é como pedirem para aprender a viver sem respirar, é como me pedirem para voar sem asas. Pedirem para desfazer de todas as recordações, é como me pedirem para esquecer a sensação de te ter nos meus braços, a sensação dos teus beijos. Pedirem-me para olhar para o futuro, e deixar o passado, é como pedirem para seguir sem o melhor de mim, e continuar sem nada. Recordar os melhores sete meses da minha vida, é agora a única coisa que me resta, guardo cada segundo, cada memória, cada momento no meu coração, e recorro-lhes sempre que a dor me corta a respiração, me desfaz aos poucos, me imobiliza. Os minutos que dantes eram segundos na tua presença, são agora horas e horas, indetermináveis noites. Já nada faz sentido, não tenho motivo para acordar, não tenho força ou razão, já não tenho nada desde que não estás comigo. E neste caso, duvido que o tempo mude alguma coisa, não vejo um fim, muito menos um novo inicio, ainda não me vejo a ouvir a nossa música, sem que tu estejas ao meu lado, não me imagino caminhar por aqueles sítios que eram os nossos sítios. E pedirem-me para deixar de te amar, é como me pedirem para morrer.

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